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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2019

Sobre o Amor

O amor é uma falta grave punida com a liberdade de uma prisão. ͽ O bosque é branco. Guarda no aroma da noite o rumor dos Amantes. ͽ Onde se escondem as nossas lágrimas? Há um lugar onde se avistam altas montanhas. A nossa boca, coberta de neve, continua a pedir água. ͽ É chegado o reino das crianças. Toma-me em teus braços e escandaliza os homens! maria azenha 2020

POEMA A MÁRIO CESARINY

Moveu-se o automóvel – mas não devia mover-se não devia! Ontem à meia-noite três relógios distintos bateram: primeiro um, depois outro e outro: o eco do primeiro, o eco do segundo, eu sou o eco do terceiro Eu sou a terceira meia-noite dos dias que começam Pregões de varina sem peixe - peixe morreu ao sair da água e assim já não é peixe Assim como eu que vivo uma VIDA EXTREMA António Maria Lisboa

Homenagem ao Poeta José Manuel Capêlo

Homenagem ao Poeta José Manuel Capêlo

O POEMA DA MELANCOLIA DOS ESPELHOS OU

(primeiro acto) o poeta deve entrar no infinito com múltiplos espelhos caso contrário o infinito é uma história triste coxa para o resto da vida agora  estou a olhar para a avenida e vejo este poema com adesivos um poema frouxo  um poema  que nunca foi escrito na tabuleta do infinito (fui então despedida) paulatinamente vou aparecendo aqui ou acolá  dedico-me  à minha substituição permanente sou uma espécie de governo com muitos amigos por exemplo (segundo acto) o esteves da tabacaria que não é o esteves da tabacaria não me disse adeus       mas eu disse-lhe que estava a escrever o poema do chapéu preto  o poema da melancolia dos espelhos etc etc  etc  etc ad infinitum (terceiro acto) devo certamente tornar-me polícia estou a pensar desapareceu de repente a minha caneta pela via-láctea dentro abro a página cinco do livro do infinito e escrevo o poema que nunca foi escrito o poema da melancolia dos espelhos  ou o poema...

A POMBA E A PALAVRA

No dia  11 de Maio de 2013 , realiza-se pela primeira vez, entre nós, na  Livraria 100ª Página , em Braga, uma leitura poética promovida pelo World Poetry Movement, (Movimiento Poético Mundial) Organização Internacional que promove literatura, a paz e a liberdade de expressão que congrega a Revista Isla Negra, o Proyecto Cultural Sur, o Festival Internacional de Poesía de La Habana 2013 y el Liceo Poético de Benidorm. Entre pomba e arma, a palavra oscila, promove o diálogo, a libertação, luta com solidariedade e empenho contra a opressão, a apatia e o isolamento. Chamar a atenção sobre os mais frágeis é combater os abusos do poder insensato dos “predadores” que controlam o mundo e impõem sobre todos nós a garra pesada do seu domínio cego. Na Colômbia, em Lisboa ou em qualquer lugar, é urgente lutar, é imperioso resistir. Em Braga, nesta sessão dedicada à paz na Colômbia, os poetas levantar-se-ão e a sua palavra ecoará no coro uníssono que anseia combater, transformar e coroar ...

noite em visita

ela de cabelos brancos de corpo insurrecto sentada na cama do quarto não tem ninguém a seu lado chama chama chama e volta a chamar o som do mar bate na voz das paredes em seus delírios e clarões assustados é nossa senhora da água que os guia em tropelias verbais e escreve no ar com a ponta dos dedos no seu teatro desesperado de amor contra dunas  sebes  janelas  vogais no grande livro das nuvens e há estrondos ventos tempestades lençóis acesos encostados ao enigma sombras e clamores de sons iluminados em rectângulos incendiados de futuros lá dentro o marido vocifera bêbado com a lua na cabeça e a pulseira na eternidade em sangue e carne e sol queimado nos pulsos ela com algodão nos ouvidos em jogos de luz no escuro procura no  invisível um fio com a boca cheia de silêncio e comprimidos maria azenha Nota: Uma excelente descrição poética da degradação/desagregação de uma relação conjugal, devorada pela velhice, pela solid...

As ARTES ENTRE AS LETRAS ," Num sapato de Dante" por Luís Serrano

NUM SAPATO DE DANTE, de Maria Azenha por Luís Serrano Como se diz na contra-capa do livro esta é uma ponte levadiça que atravessa o sonho de Brasil e Portugal […]. Sendo assim, Maria Azenha contribui de forma inequívoca para aproximar os escritores portugueses dos escritores brasileiros. A edição deste Num Sapato de Dante é de Escrituras Editora (São Paulo, 2012), edição apoiada pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas de Portugal tendo sido impresso no Brasil. A imagem da capa exibe um quadro de Anita De Soto (She’s made her bed). A obra apresenta um prefácio de João Lutas Craveiro que entre outras afirmações pertinentes, logo na 3ª linha da p. 13, aduz que a poesia de Maria Azenha é uma matemática feita de objectos fractais, roturas para com a normalidade. Mais adiante (mesma página) acrescenta: A poesia de Maria Azenha é um algoritmo em que as incógnitas conspiram, e tornam-se cúmplices do silêncio e do infinito. É óbvio o jogo de antíteses, de contradições (mau grado ...

Azenha em tom maior

Seu livro novo, "De amor ardem os bosques", é um dos seus melhores livros. Difícil, obra que desafia o crítico. Metafísica da floresta. Dos bosques. Ecologia pura. Azenha não deixa decifrar fácil. As florestas, os bosques, ardem nas queimadas, na destruição sem cuidado. "O desflorestamento é uma das intervenções humanas que mais prejudica a sustentabilidade ambiental na Amazônia. Na região amazônica, a desflorestamento já removeu 17% da floresta original. Além disso, extensas áreas do bioma Amazônia abrigam florestas empobrecidas e degradadas por queimadas e exploração madeireira predatória" dizem os especialistas. Em Maria Azenha a coisa se complica: "No lago mais profundo repousa a jóia do bosque. é esta a última palavra" O livro é a mim dedicado. Talvez por minha raiz amazônica. O livro tem uma massa de silêncio e ouro. Tudo ali reluz como num sonho, em filigramas de ar, em cântaros de luzes do sol, poesia pausada pela inteligência dos bosques, escrita...

O que foi feito dos poetas revelados nos anos 80 pelos Anuários de Poesia da Assírio?

LUÍS MIGUEL QUEIRÓS (30/03/2014 ) Trinta anos depois de ter lançado o primeiro Anuário de Poesia , a Assírio & Alvim vai relançar o projecto que revelou Adília Lopes. E muitos que não seriam poetas... Um autor identificou-se apenas com o pseudónimo Abrupto, adjectivo que, vinte anos mais tarde, viria a ser usado para baptizar um dos mais influentes blogues da blogosfera portuguesa: o Abrupto de José Pacheco Pereira, ainda hoje activo Enric Vives-Rubio O que é que têm em comum a poetisa Adília Lopes, o historiador e ex-secretário de Estado da Educação Jorge Miguel Pedreira, o cantor lírico Jorge Vaz de Carvalho, o encenador e ex-director do Teatro da Guarda, Américo Rodrigues, o ilustrador e fotógrafo Jorge Colombo, a poeta e editora Maria do Rosário Pedreira, o historiador de arte Joaquim Caetano, a realizadora Joana Pontes ou o romancista José Eduardo Agualusa? A resposta é que, há 30 anos, todos eles escreviam poemas, e suficientemente bons para terem sido seleccionados pelo...

Xeque-Mate, de Maria Azenha

Xeque-Mate, de Maria Azenha Por Pedro Fernandes  Xeque-mate é uma derivação do termo de origem persa شاه مات‎   (šah mât) e quer dizer “o rei está morto”; a ex...

AS MELHORES LEITURAS de 2019 na opinião dos leitores do Letras

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OS MELHORES DE 2019: Poesia

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