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Azenha em tom maior


Seu livro novo, "De amor ardem os bosques", é um dos seus melhores livros. Difícil, obra que desafia o crítico. Metafísica da floresta. Dos bosques. Ecologia pura. Azenha não deixa decifrar fácil. As florestas, os bosques, ardem nas queimadas, na destruição sem cuidado. "O desflorestamento é uma das intervenções humanas que mais prejudica a sustentabilidade ambiental na Amazônia. Na região amazônica, a desflorestamento já removeu 17% da floresta original. Além disso, extensas áreas do bioma Amazônia abrigam florestas empobrecidas e degradadas por queimadas e exploração madeireira predatória" dizem os especialistas. Em Maria Azenha a coisa se complica: "No lago mais profundo repousa a jóia do bosque. é esta a última palavra" O livro é a mim dedicado. Talvez por minha raiz amazônica. O livro tem uma massa de silêncio e ouro. Tudo ali reluz como num sonho, em filigramas de ar, em cântaros de luzes do sol, poesia pausada pela inteligência dos bosques, escrita entre as sombrias grutas da floresta.

Rogel Samuel

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